O ser e o tempo da poesia

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Companhia das Letras, 2000 - 275 pages
"As palavras 'ser' e 'tempo', no título deste volume, definem as tônicas dos seis ensaios que o constituem. São ensaios no sentido mais nobre do gênero: jogo criativo da inteligência a mover-se, alerta e sensível, no espaço que vai do geral ao particular; dos parâmetros da essência às formas de sua atualização histórica; do ser ao tempo da poesia. O ser da poesia - a imagem que 'busca aprisionar a alteridade estranha das coisas e dos homens'; o som no signo, 'a figura do mundo e a música dos sentimentos' recuperadas via linguagem; o ritmo da frase do discurso poético, 'imagem das coisas e movimento do espírito'. O tempo da poesia - a resposta dos poetas ao estilo capitalista e burguês de viver, desde 'o autismo altivo' do 'símbolo fechado' à paródia negativista que 'brinca com o fogo da inteligência'; os valores religiosos, éticos e políticos da ideologia a fundarem a unidade de perspectiva na Divina Comédia; Giambattista Vico, 'mente poética em tempos analíticos' que investigou 'o ser da Poesia, em termos de linguagem', numa abordagem antecipadoramente estrutural". José Paulo Paes

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Contents

Poesia e historicidade
9
Imagem discurso
19
O som no signo
48
Copyright

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About the author (2000)

ALFREDO BOSI nasceu em São Paulo, em 1936. Cursou letras neolatinas na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo e estudou filosofia da renascença e estética na Facoltà di Lettere de Florença. Lecionou literatura italiana na USP, onde defendeu doutoramento sobre a narrativa de Pirandello e livre-docência sobre poesia e mito em Leopardi. De 1996 a 1999, Bosi foi professor convidado na École des Hautes Études en Sciences Sociales e, entre 1997 e 2001, diretor do Instituto de Estudos Avançados. Em 2003, tornou-se membro da Academia Brasileira de Letras e, em 2009, recebeu o título de professor emérito de literatura brasileira da USP. É autor, entre outros livros, de O pré-modernismo (1966), História concisa da literatura brasileira (1970), O conto brasileiro contemporâneo (1975), O ser e o tempo da poesia (1977), Céu, inferno (1988), Dialética da colonização (1992), Literatura e resistência (2002), Brás Cubas em três versões (2006) e Ideologia e contraideologia (2010), os três últimos pela Companhia das Letras. Faleceu em 2021, em São Paulo.

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